Associação entre a depressão e o consumo de alimentos ultraprocessados em adultos brasileiros: uma análise secundária do Vigitel 2023
Palavras-chave:
depressão, saúde mental, consumo alimentar, Brasil, adultosResumo
A depressão é um desafio de saúde pública e está entre as cinco doenças mais incapacitantes no mundo. Apesar de diversos fatores estarem relacionados com a depressão, dietas de baixa qualidade tem sido associadas à manifestação de sintomas depressivos. O objetivo deste estudo é avaliar a associação entre consumo alimentar e a depressão. Trata-se de um estudo transversal de base populacional realizado com os microdados do inquérito Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do ano de 2023. Para avaliar o consumo alimentar foram utilizados dois grandes grupos: marcadores de consumo alimentar regular e no dia anterior. Estimou-se as prevalências das características da amostra e seus respectivos intervalos de confiança a 95% (IC95%). Para avaliar a associação entre a depressão e o consumo alimentar foram realizadas regressões de Poisson univariável e multivariável. Observou-se uma associação negativa entre o consumo regular de frutas (RP: 0,88; IC95%: 0,80; 0,97; p=0,01), frutas, legumes e verduras (RP: 0,85; IC95%: 0,73; 0,99; p=0,04) e feijão (RP: 0,90; IC95%: 0,82; 0,99; p=0,03). Por fim, observou-se associação positiva entre o consumo de 5 ou mais alimentos ultraprocessados no dia anterior e a depressão (RP: 1,27; IC95%: 1,05; 1,53; p=0,01). Os achados sugerem que existe associação positiva entre o consumo de alimentos ultraprocessados e depressão, e associações negativas entre o consumo de frutas, legumes e verduras.
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