Prevalência da hipertensão arterial na população negra: uma revisão de escopo
Palavras-chave:
população negra, prevalência, hipertensão arterialResumo
Introdução: A hipertensão arterial, caracterizada por pressão sistólica de 140 mmHg ou mais e diastólica de 90 mmHg ou mais, afeta 24% dos adultos brasileiros, com prevalência maior entre afro-brasileiros e idosos. Fatores como tabagismo, dislipidemias, diabetes e histórico familiar agravam esse quadro. Objetivo: mapear a literatura científica e descrever a prevalência de hipertensão arterial e fatores associados na população negra brasileira, por meio de uma revisão de escopo. Metodologia: Trata-se de uma revisão de escopo, com busca realizada em agosto de 2024, nas bases Lilacs e SciELO. Foram levantados artigos de estudos primários publicados entre janeiro de 2014 e agosto 2024. A seleção foi realizada por dois revisores, de forma independente e os dados apresentados de forma descritiva e narrativa. Resultados: Os resultados mostraram uma relação complexa entre fatores sociais e raciais. O estudo revelou que a hipertensão arterial na população negra é fortemente influenciada por condições históricas de exclusão social, racismo estrutural e hábitos adquiridos ao longo do tempo, como dietas inadequadas e estresse crônico. Fatores genéticos também desempenham um papel, mas foram pouco explorados. Considerações Finais: Os dados concluem que a hipertensão arterial na população negra é multifatorial, combinando aspectos genéticos e socioeconômicos. Limitações na quantidade de estudos sobre genética sugerem a necessidade de mais investigações. Futuros estudos e políticas públicas devem focar na redução das disparidades em saúde e na ampliação do acesso a cuidados médicos para essa população.
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